Hip hop, educação e inclusão: MPT-CE participa do encerramento do projeto Rapadura na Escola

A iniciativa reafirma o papel transformador da cultura como forma de inclusão social e promoção de direitos

O Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) marcou presença no encerramento do projeto cultural e inclusivo “Rapadura na Escola”, realizado no dia 1º de novembro no Anfiteatro Sérgio Motta, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. O evento contou com apresentação gratuita de Rapadura Xique Chico e Convidados e reuniu expressões artísticas do hip hop como batalhas de rima, breaking, graffiti e outras atrações.

Foto: Michael Deivid (@deivi.onism)
Foto: Michael Deivid (@deivi.onism)

A procuradora-chefe do MPT-CE, Ana Valéria Targino, entusiasta de projetos culturais inclusivos, acredita que o hip hop possa mudar a realidade de muitas crianças e jovens. “O Ministério Público do Trabalho tem, como atuação prioritária, o combate ao trabalho infantil, ao trabalho escravo e às discriminações nas relações do trabalho. E o que o hip hop tem a ver com isso? Ele pode despertar a reflexão sobre esses temas na base da educação. E é na base que a gente pode construir um relacionamento com as crianças para formarmos uma sociedade mais justa, inclusiva e com mais dignidade a todas as pessoas”, declarou.

Além da procuradora-chefe do MPT-CE, estiveram presentes no show de encerramento os procuradores do Trabalho Antonio de Oliveira Lima e Christiane Nogueira, além dos servidores Maria Aurizete Sousa e José Alves de Lemos.

Sobre o projeto

Com apoio do MPT-CE, do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7), da Escola Judicial do TRT-7 (EJUD7) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o projeto “Rapadura na Escola” impactou mais de 500 crianças, adolescentes e jovens ao promover ações educativas e culturais em escolas públicas e comunidades indígenas Tapeba e Pitaguary, situadas entre os municípios de Caucaia e Maracanaú. A iniciativa resultou de destinações advindas de condenações judiciais em ações civis públicas (ACP) e de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), sendo previamente cadastradas no sistema de projetos do MPT.

Christiane Nogueira, procuradora do Trabalho e integrante da Comissão que destinou valores ao projeto, afirmou que o Rapadura na Escola “reforça o compromisso institucional com o respeito à diversidade cultural e à escuta ativa das comunidades, promovendo ações que partem do diálogo e da construção coletiva” e que o show de encerramento reafirmou o poder de transformação nas escolas por meio da cultura.

O projeto Rapadura na Escola destacou o papel transformador da cultura urbana como ferramenta de inclusão social, valorização da ancestralidade e promoção de direitos. O encerramento foi uma verdadeira celebração da arte, da educação e da resistência, fortalecendo o protagonismo juvenil e o diálogo entre gerações por meio do hip hop.

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