MPT-CE promove debate on-line sobre como orientar adolescentes acerca do uso das tecnologias
O evento ocorreu de forma online, com transmissão ao vivo pelo canal da Rede Peteca, no Youtube
Na terça-feira, 17 de junho, foi realizado um debate sobre os desafios e caminhos para orientar adolescentes quanto ao uso das tecnologias. A atividade foi promovida pelo Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Rede Peteca), iniciativa do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE).
O encontro foi mediado pelo procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima e contou com a participação do vice-coordenador nacional da Coordenadoria de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), procurador do Trabalho André Canuto; da estudante da Escola Municipal Anibal Rodrigues Pinheiro, Karen Milena Pinheiro, do município de Solonópole; da representante do Comitê Estadual de Adolescentes pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Ceapeti-RJ), Letícia Sandim; e da representante da organização Safernet Brasil, Bianca Orrico.
Durante a atividade, a estudante Karen Milena Pinheiro apresentou uma poesia de sua autoria sobre bullying e inclusão, com o objetivo de sensibilizar o público sobre os impactos da prática e a importância da empatia e do respeito.
O procurador André Canuto destacou a importância de debater o assunto, especialmente frente ao crescimento da exploração do trabalho infantil no ambiente digital. “Temos observado um aumento de situações que configuram danos a crianças e adolescentes sob a perspectiva do trabalho, como o trabalho infantil em plataformas digitais”, afirmou. Segundo ele, há uma percepção equivocada de que a atuação de crianças como influenciadores digitais ou criadores de conteúdo artístico em redes como YouTube e Instagram está automaticamente regularizada. “Qualquer forma de trabalho de crianças ou adolescentes com menos de 16 anos, que não seja na condição de aprendiz a partir dos 14, é proibida; se for trabalho artístico depende de autorização judicial por meio de alvará para ser considerada legal”, explicou.
A representante do Ceapeti-RJ, Letícia Sandim, apresentou uma análise sobre a série Adolescência, enfocando seus efeitos na formação digital dos jovens e nos desafios educacionais contemporâneos.
Já Bianca Orrico, da Safernet Brasil organização que há 20 anos promove o uso seguro, ético e responsável da internet reforçou a importância da cidadania digital. “Precisamos compreender a internet como um espaço público de direitos e deveres. A cidadania digital é fundamental. A internet não é uma terra sem lei e as pessoas podem, sim, ser responsabilizadas por seus atos”, alertou. Em sua apresentação, Bianca também compartilhou dicas práticas sobre segurança digital, como a criação de senhas fortes para proteger contas em redes sociais.

