MPT-CE e Isbet promovem evento de conscientização com jovens aprendizes sobre o combate ao trabalho infantil

A iniciativa teve o objetivo de conscientizar jovens sobre o que caracteriza o trabalho infantil

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, o Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), em parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Educação (Isbet), promoveu o evento “Na infância não é para trabalhar, é para sonhar”, reunindo jovens aprendizes em um momento de diálogo e reflexão sobre o tema.

A iniciativa teve como objetivo conscientizar os adolescentes sobre o que caracteriza o trabalho infantil e como eles podem atuar como agentes de transformação em suas comunidades. “Queremos que os jovens saibam identificar situações de trabalho infantil e busquem o apoio das instituições parceiras para reverter essas realidades. O Isbet entende que, juntas, as instituições conseguem reduzir o trabalho infantil ao oferecer oportunidades de trabalho formal e digno para adolescentes em programas de aprendizagem”, destacou Gilberlânia Rocha, orientadora pedagógica do Isbet.

O procurador do Trabalho Antonio Lima esteve presente e reforçou a importância do engajamento social no enfrentamento dessa violação de direitos. “Há quem veja o trabalho infantil como um mal menor ou até como solução para a pobreza. E há quem veja e se omita. Não basta apenas reconhecer a violação, é preciso agir”, afirmou.

A programação contou ainda com uma palestra ministrada pelos representantes da Comissão Especial dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-CE, os advogados Kelvin Holanda e Débora Nogueira. Kelvin falou sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil e apresentou um breve panorama da legislação brasileira, destacando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Trabalho infantil é toda forma de ocupação que priva a criança de sua infância, educação e desenvolvimento”, explicou.

Durante a conversa, a jovem aprendiz Monalisa compartilhou sua experiência familiar, lembrando das histórias do pai que, aos sete anos, fazia faxina para ajudar em casa. “Meu pai sempre trabalhou desde pequeno e não viveu a infância. Era uma época muito difícil. Hoje sou grata por não ter passado por isso”, disse com emoção.

A advogada Débora Nogueira alertou para as consequências do trabalho infantil e incentivou os participantes a denunciarem casos. “Usem o Disque 100, conscientizem a família, os vizinhos e apoiem os mais vulneráveis. Todos têm um papel nessa luta”, reforçou.

Mais do que uma ação pontual, o evento reforçou o compromisso das instituições envolvidas com a proteção da infância e o enfrentamento ao trabalho infantil. A iniciativa destacou a importância da informação como ferramenta de transformação social e chamou atenção para o papel de cada cidadão na garantia de uma infância livre, protegida e cheia de possibilidades.

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